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artigos - conjecturas sobre a arquitetura empresarial

Arquitetura Empresarial

Quais são as arquiteturas que compõe a arquitetura empresarial (AE)?



As empresas trabalham através dessas camadas arquitetônicas. Todas e
ssas arquiteturas já existem mas, tradicionalmente, são vistas de forma isolada como se fossem componentes independentes da organização. Imagine-se uma casa construída com os sistemas: elétrico, hidráulico, acessos, ventilação e funcionalidade dos cômodos, pensados isoladamente e definidos com base em características técnicas, cases de sucesso em outras construções, e condições comerciais. Pode até acontecer uma construção coerente, mas certamente terá problemas estruturais cujo custo da correção obrigará os proprietários a gastar muito mais dinheiro do que o previsto ou a se adaptar e conviver com os problemas.

Em uma organização, a soma das partes é sempre maior que o todo. Os componentes do negócio precisam funcionar de forma integrada e sincronizada. Eles interagem entre si permanentemente. O mau funcionamento de qualquer dos componentes, afeta a todos os outros componentes da estrutura produtiva.

A arquitetura empresarial precisa ser construída com as visões de processo, tecnologia, aplicações e informações.

Alguns modelos de apoio também estarão presentes na organização da empresa.

  • O organograma, com a visão hierárquica dos departamentos e setores,

  • Os planos de contas com as visões gerencial e operacional, os centros de custos e centros de receita, compõem a arquitetura financeira e permeia todas as outras arquiteturas.

O que é a arquitetura empresarial?

A AE é um grande modelo. Ele documenta e representa todos os comportamentos que fazem uma organização funcionar:

  • Os dados que são processados

  • Quem faz isso

  • Onde as coisas estão

  • Porque tudo isso é feito

Se fossemos sintetizar em uma única frase, a AE é: O quem, o quê, porque, onde, quando e como de um empreendimento de negócio, em todos os níveis, desde os objetivos corporativos de alto nível, até o código de programas de mais baixo nível, que suportam os processos de negócios usados para atingir aqueles objetivos.

As recentes tecnologias tornaram possível e viabilizaram os benefícios da arquitetura empresarial.

A crescente preocupação com os riscos e toda uma nova legislação, tem forçado as empresas a implementá-la.

A arquitetura empresarial tem sido vista como um ativo para as organizações e como viabilizador chave para conseguir o alinhamento entre os negócios e a Tecnologia da Informação.

 

Principais obstáculos para a Arquitetura Empresarial

A necessidade da arquitetura empresarial existe a longo tempo mas haviam diversos obstáculos para sua execução. As empresas acabam percebendo que, com o exercício da modelagem, dos refinamentos e da melhoria contínua, que se torna uma atividade comum dentro dos departamentos, as contribuições aumentam e os modelos de AE ficam bem sofisticados e de grande utilidade. É uma espécie de BI voltado para quem trabalha organizando as estruturas produtivas. A empresa precisa decidir a enfrentar os seguintes obstáculos iniciais:

  • Dificuldade de disseminar o uso destas informações - Ensinar aos gestores a passar a utilizá-las no dia a dia é uma mudança de cultura significativa para quem está no calor da operação. Os gerentes terão que construir um novo modelo mental para utilizar esses novíssimos recursos de tomada de decisão, que a poucos anos seria impensável. É um choque similar à entrada dos microcomputadores na vida das empresas, no início dos anos 80.

  • Dificuldade de manter essas informações - Esse também é um paradigma que precisa ser quebrado. As informações para a construção do Repositório Corporativo de AE já existem e estão armazenadas hoje em diversas fontes dentro da organização. A função gestão de mudanças, que trata as grandes mudanças na empresa, tem uma ligação profunda com o escritório de processos. Com o tempo e a maturidade do projeto, as mudanças serão planejadas, executadas e documentadas utilizando-se os modelos do repositório. O pessoal do Escritório de Processos e das Áreas Operacionais é que mantêm as informações que serão utilizadas pelo pessoal de mudanças. O repositório é construído e populado inicialmente quase que na mão, mas ganha importância quando o corpo gerencial aprende a lidar com os modelos.

  • Falta de ferramentas padrões para capturar, desenvolver e gerenciar modelos - As ferramentas estão começando a aparecer no mercado brasileiro. O cuidado na escolha da ferramenta é manter uma linha de produtos que consigam se integrar. O modelo de AE trabalha com modelos de negócios, sistemas, aplicações e infra-estrutura. Se a empresa adquirir uma solução diferente para cada objetivo, vai dar um trabalho enorme integrar e pode não dar certo. As empresas devem levar em consideração os objetivos futuros e a evolução da ferramenta. 

  • Falta de uma notação padrão e um vocabulário consistente para AE - Esse é um problema que custa caro pois envolve o retrabalho e as vezes por mais de uma vez. A diversidade de siglas e conceitos ainda causa muita confusão e os projetos acabam perdendo prioridade porque ainda se sabe pouco de BPM. As vendas internas ficam bem dificultadas. Os profissionais de processo precisam definir padrões corporativos de notação, de modelagem, de registro dos levantamentos que serão seguidos à risca pela empresa. Precisam definir objetivos de longo prazo para já se ter idéia do que é melhor para essa linguagem comum.

Viabilizadores da Arquitetura Empresarial

Mais recentemente novas tecnologias tem surgido para viabilizar a montagem da Arquitetura Empresarial. Intranets corporativas e a própria internet oferecem um meio para a disseminação de informações para todos em uma organização. Uma nova geração de ferramentas para modelagem da AE nos capacitam a:

  • Suportar um largo espectro de notações de modelagem, embora isso possa caracterizar um dos mais influentes fatores de retrabalho

  • Criar repositórios flexíveis e escaláveis para armazenar e integrar modelos através de todos os domínios da arquitetura

  • Gerar relatórios e publicações sofisticadas que permitam navegação pelos componentes da AE

Como seria o modelo da arquitetura empresarial?

Depois de montado o modelo, a visão espacial da arquitetura empresarial é a seguinte:

Os modelos estarão relacionados entre si. Pode-se navegar entre as arquiteturas. De qualquer componente de uma arquitetura relacionada no modelo, pode-se chegar a outro componente entendendo o relacionamento, a interdependência e os impactos existente em toda aquela cadeia de componentes.

Um modelo de AE bem desenhado e implementado responde a perguntas do tipo:

  • Se um servidor falhar, que produtos e serviços da companhia serão afetados?

  • Que produtos e serviços da companhia serão afetados se uma aplicações for terceirizada? Quais são os riscos envolvidos nessa terceirização?

  • Se uma aplicação for descontinuada, quais os processos de negócios precisam ser tratados?

  • Qual o esforço necessário para que todas as unidades tenham o processo de pagamento de faturas padronizado?

  • Quais os serviços utilizados na aplicação XYZ para suportar o processo de negócios "autorizar crédito"?

Quais são os caminhos para iniciar um projeto de AE?

A AE pode começar pequena com um trabalho focado em um ambiente e a construção da arquitetura de TI do ambiente. Modela-se a infra-estrutura, as funcionalidades dos sistemas e as estruturas de dados que são trabalhadas no ambiente estudado, pelos processos de negócios. O modelo mostra toda a infra-estrutura sistêmica das atividades de negócio. E o projeto pode ir crescendo conforme o fôlego, o interesse ou o orçamento da empresa.

O gestor da área de arquitetura precisa saber com clareza quais os objetivos a serem alcançados. Precisa visualizar como o projeto vai crescer e se preparar para esse crescimento.

Existem diversas metodologias conhecidas para orientar a construção da Arquitetura Empresarial chamadas Architecture Frameworks.

O que é um Architecture Framework?

  • Um architecture framework é um conjunto de ferramentas que podem ser utilizados para desenvolver diversas diferentes arquiteturas.

  • Ele descreve um método para desenhar um sistema de informações que vai governar um macro-modelo de referência construído com architecture building blocks (ABBs), e para demonstrar como os ABBs são compostos e como se relacionam.

  • Ele vai ainda orientar para o modelo de referência ser utilizado como uma base para a construção de estruturas reais compostas por Solution Building Blocks (SBBs) e pelos Service Building Blocks.

  • Ele precisa conter além de ferramentas, uma proposta de vocabulário comum.

  • Ele também precisa incluir uma lista de padrões recomendados e produtos compatíveis que possam ser utilizados para implementar os building blocks.

Qual o valor de um Architecture Framework?

  • Provê um ponto de início prático para um projeto de arquitetura

  • Evita o pânico inicial quando a escala da tarefa se torna aparente

  • Cria uma sistemática para o entendimento da organização - “um senso comum codificado”

  • Captura e disponibiliza o conhecimento adquirido de outros profissionais para facilitar o trabalho em novos projetos

  • Contém um baseline de recursos para serem reutilizados

  • Permite que os fundamentos da arquitetura sejam utilizados no processo evolutivo da organização

Quais são os architecture frameworks mais utilizados no mercado?

  • TOGAF - The Open Group Architecture Framework (www.togaf.com) - É um método detalhado e um conjunto de ferramentas de suporte para o desenvolvimento de uma arquitetura empresarial. Ele pode ser utilizado gratuitamente para uso interno, por qualquer organização. O TOGAF foi desenvolvido por membros do The Open Group, trabalhando com o Architecture Fórum (www.opengroup.org/architecture).  O desenvolvimento original do TOGAF Versão 1 em 1995 foi baseado no "Technical Architecture Framework for Information Management (TAFIM)", desenvolvido pelo Department of Defense (DoD) dos Estado Unidos. O DoD deu ao The Open Group permissão explícita e encorajamento para criar o TOGAF que foi o resultado de muitos anos de esforço de desenvolvimento e muitos milhões de dólares de investimento do Governo dos Estados Unidos.

  • ArchiMate - (www.archimate.com) - É uma linguagem de modelagem aberta e independente, para arquitetura empresarial, suportada por diferentes produtores de software e empresas de consultoria. Fornece instrumentos para suportar os arquitetos empresariais na descrição, análise e visualização do relacionamento entre os domínio arquitetônicos de negócios. A exemplo das empresas de engenharia civil e de construção que utilizam padrões internacionais para descrever os seus desenhos, a ArchiMate criou e padronizou uma linguagem comum a ser utilizada pelo mercado de arquitetura empresarial para descrever a construção e operação de processo de negócios, estruturas organizacionais, fluxos de informações sistemas de TI e infra-estrutura técnica. Essa notação ajuda os stakeholders a projetar, avaliar e comunicar as conseqüências das decisões e das mudanças, dentro dos domínios do negócio.

  • DoDAF - Department of Defense Architecture Framework - O Departamento de Defesa dos Estado Unidos tem investido no desenvolvimento de um framework de AE especifico para as suas necessidades. Começando em 1996 com o C4ISR (Command, Control, Computers, Communications, Intelligence, and Reconnaissance) Architecture Framework, os documentos, relacionamentos e especificações evoluíram para o DoDAF 1.0, que foi oficialmente assinado como existente em fevereiro de 2004. Como padrão de documentação para todos os projetos de tecnologia da informação e aquisições, o DoDAF é considerado como base de cada sistema, software ou tarefa da engenharia de negócios do DoD.

  • Modaf - Ministry of Defense Architecture Framework (UK) - O Ministry of Defence Architecture Framework (UK) utiliza DoDAF 1.0 como um ponto de partida. O MOD modificou ligeiramente algumas Views existentes - Operações, Sistemas e padrões técnicos, e adicionou duas novas Views - Estratégia e Aquisições.

  • FEA - Federal Enterprise Architecture - A Federal Enterprise Architecture consiste em um conjunto de modelos de referência que são utilizados pela OMB (Office of Management and Budget) do Governo Americano para traduzir componentes da arquitetura em uma linguagem comum. Quando as organizações governamentais americanas estão preparando um Exhibit 300 (documento utilizado para solicitação de orçamento), elas precisam ligar esses objetos de arquitetura representados em alto nivel a um componente do modelo de referência apropriado. 
    "De forma a facilitar os esforços de transformar o Governo Federal dos Estados Unidos da América em uma administração que seja centrada no cidadão, orientada a resultados e baseada em mercado, o Office of Management and Budget (OMB) está desenvolvendo o Federal Enterprise Architecture (FEA), um framework baseado em negócio para implementação em todo o governo."

  •  Zachman - (www.zifa.com) O Zachman Framework foi um dos primeiros caminhos padronizados para organizar o grande volume de dados que são coletados em um esforço de organizar uma arquitetura empresarial, e é usado tanto em projetos comerciais quanto em projetos governamentais na esfera civil. Arquitetura empresarial é o principal recurso para gerenciar mudanças e o framework Zachman é a ferramenta para entender os elementos da organização, o relacionamento entre eles e como uma mudança pode provocar mudança em um outro elemento.

  • Comparação de diversos frameworks com o TOGAF. Clique aqui.

Quais são os benefícios de um projeto de Arquitetura Empresarial?

Existem três razões básicas para que a Arquitetura Empresarial seja considerada importante e faça diferença no contexto corporativo:

  • Reduz as incertezas

  • Influencia o comportamento corporativo relacionado aos processos de negócios

  • A TI traz um grande valor agregado para o negócio

Relação dos benefícios da arquitetura empresarial em geral:

  • Alinhamento – garante que os empreendimentos realizados estejam alinhados com os objetivos gerenciais

  • Integração – garante que as regras de negócios utilizadas são consistentes, que os dados e seus usos são imutáveis, que as interfaces e os fluxos de informação sejam padronizados, e, que a conectividade e a operabilidade da organização estejam gerenciados

  • Mudança – facilita e gerencia as mudanças para qualquer aspecto da organização

  • Time-to-market – reduz o desenvolvimento de sistemas, a geração de aplicações, os janelas de tempo da modernização e a necessidade de recursos

  • Convergência – reduz o esforço para a manutenção dos produtos do portfólio de TI, mantendo conformidade com os modelos técnicos de referência especificados.

Missão de uma área de arquitetura

Dar visibilidade aos recursos corporativos com uma abordagem holística.

O papel do arquiteto nem sempre é o de definir os componentes da arquitetura. Ele tem que compreender os objetivos de negócio da empresa e orquestrar os recursos de forma a atender aos interesses das diversas áreas usuárias daquela arquitetura.

É um trabalho que exige além de conhecimento técnico, um talento diplomático. Essas arquiteturas existem em todas as organizações. São parte do negócio. A diferença é que depois de modeladas as camadas arquitetônicas, aparecem os gaps e os excessos que precisam ser tratados. Esse tratamento é que pode não agradar aos clientes tradicionais dos recursos.

Ferramentas para implementação da Arquitetura Empresarial

As ferramentas são tão importantes quanto a metodologia. Muitas empresas procuram definir a metodologia e fazer todo o planejamento antes de definir a ferramenta. Muitos fatores influenciam a escolha da ferramenta e como são arquiteturas diferentes, pode ocorrer de quando a empresa iniciar o desenvolvimento de um projeto de Arquitetura Empresarial, algumas arquiteturas já estarem resolvidas. Não é raro a TI tomar a iniciativa desse projeto e deparar com um acervo de modelos de processos de negócios bem definido, na área de processos ou até dentro da própria TI, a área de produção ter seu cadastro de aplicações e a área de infra-estrutura ter os seus inventários de software e hardware. Esses cadastros e inventários provavelmente foram desenvolvidos com objetivos diferentes da montagem da AE e terão que sofrer ajustes para que se tornem compatíveis entre si.

O que pode ser feito é a construção de um repositório independente para AE, cujas informações oriundas desses cadastros e inventários que já existem e tem suas finalidades administrativas, sejam complementadas para uso do sistema de AE.

Dois cuidados são necessários:

  • Os objetivos do projeto. Um projeto de AE é um caminho que se inicia e que tem um ciclo permanente de evolução. Muitos desdobramentos ocorrerão porque as próprias áreas usuárias quando vêem a modelagem conseguem visualizar os benefícios de ter os seus processos modelados e seus desafios equacionados.

  • O uso dos acervos e das ferramentas existentes. Se esse acervo foi desenvolvido em uma ferramenta que não integra com a outra ou que não pode ser utilizada para a montagem de um grande modelo corporativo, certamente haverá a necessidade da mudança desta ferramenta para uma que seja integrada. Isso é sinônimo de retrabalho e não há outro jeito.

Um projeto de AE mais completo também precisa considerar informações de gestão de projetos da TI (geradas pelo MS Project, Primavera, etc.) como parte desse acervo do repositório. Essas informações de projeto complementam o repositório com respostas que permitem saber se existem projetos previstos ou em andamento, que venham a afetar aplicações, servidores, redes e seus patamares de capacidade, em um futuro breve, evitando conflitos de iniciativas e a própria integração da demanda dos projetos da TI.

Aprofundamento nas arquiteturas, principais tecnologias e outras informações

O projeto de elaboração da Arquitetura Empresarial tem como premissa entender os domínios das diversas arquiteturas, suas características, suas dinâmicas e seus papéis na geração de valor. Cada arquitetura tem a sua característica e suas especificidades.

1 - A Arquitetura de Negócios

Com a abordagem da arquitetura de negócios, composta pelos modelos de processos de negócios, a organização se prepara para entender o seu próprio funcionamento. Visualizar os seus procedimentos e sua maneira de fazer as coisas. Conhecer quem realmente executa que processos da sua cadeia produtiva.

Os modelos precisam refletir o que as pessoas fazem e os recursos que são utilizados.

A arquitetura de negócios é o resultado das estratégias de negócios, processos e requerimentos funcionais definidos. Ela é a base para identificar os requerimentos que vão determinar as funcionalidades dos sistemas de informação. Com a possibilidade de visualização das atividades de negócios em um modelo estruturado e padronizado, pode-se entender que informações entram e que informações saem durante a execução de uma atividade. Pode-se entender ainda de que forma essas informações são tratadas tanto dentro dos sistemas internos, quanto junto aos clientes e fornecedores fora do domínio da empresa. Essa visão permite que se especifique ainda, que função e que perfil de colaborador, vai executar cada tarefa considerando um tratamento específico das informações envolvidas. Com essas informações, pode-se identificar os riscos inerentes a cada atividade e documentá-los com riqueza de detalhes. A arquitetura de negócios possui inúmeros desdobramentos.

As arquiteturas de negócios tipicamente incluem:

  • Os objetivos de alto nível das organizações

  • Os processos de negócios realizados pela estrutura empresarial

  • As regras e as funções de negócios executadas

  • As principais estruturas organizacionais

  • O relacionamento entre todos esses elementos

A arquitetura de negócios é a conexão formal entre a estratégia e os resultados da empresa.

Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Negócios.

2 - Arquitetura de Aplicações

Com a abordagem da arquitetura de aplicações, as equipes que trabalham com sistemas e aplicativos, sejam técnicas ou usuárias, visualizam e entendem as características, as funcionalidades e os diversos sistemas, subsistemas e serviços que são utilizados para suportar os processos de negócio. Tradicionalmente essa documentação se mantém dentro do âmbito da TI. A cada reunião com o pessoal de negócios, ela é utilizada para os levantamentos, análise de impacto, planos de melhorias, mudanças e indicadores.

Muitas dessas informações que são geradas em tempo de projeto, quando o sistemas está sendo desenvolvido ou o aplicativo está em fase de customização, são perdidas porque elas não se transformam em acervo. Permanecem em softwares de apoio como planilhas Excel, Visio ou PowerPoint, ficam desatualizadas com o tempo e se perdem.

A cada necessidade de ajuste ou implementação de novas funcionalidades, os processos de negócio são levantados novamente e documentados vão ser utilizados pontualmente e vão se perder novamente.

Nas empresas tradicionais, esses levantamentos de processos representam um custo marginal muito grande dos projetos de melhoria. Pode-se considerar sem risco de erro que de 35 a 40 por cento dos custos de projeto são com os levantamentos e análise dessas informações detalhadas e que vão se perder brevemente. Somente esses custos, se contabilizados durante dois anos, pagam o projeto de BPM com margem de folga.

A arquitetura de aplicações organizada vai chegar até o usuário de negócios para apoiá-lo nos estudos de melhoria. Com uma linguagem padronizada e conhecida, os analistas de negócios podem ficar mais autônomos para resolver diversas tarefas internas, sem a dependência da TI. Ele vai chegar mais preparado nas reuniões de projeto, e vai melhorar o nível, a produtividade e a objetividade das discussões com a equipe de TI.

Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Aplicações.

3 - Arquitetura de Informações

Com a abordagem da arquitetura de informações, a organização se prepara para otimizar os esforços de desenvolvimento, evitar redundâncias e cumprir legislação. Essa arquitetura é importante para o entendimento da necessidade de automação e da adoção de serviços e mecanismos que vão dar mais agilidade ao processo produtivo.

Entendendo como as pessoas recebem, tratam, transformam, guardam e enviam informações, pode-se definir uma série de regras de negócios e pode-se identificar os gaps de automação que a operação enfrenta.

Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Informações.

4 - Arquitetura de Tecnologia

Com a abordagem da arquitetura de tecnologia, a organização se capacita para administrar os recursos tecnológicos. Esse modelo tem diversas visões. Tem a visão dos ambientes e plantaformas, tem a visão do parque de servidores, tem a visão das redes e recursos de impressão, e tem a missão de criar padrões e projetos para alcança-los.

Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Tecnologia.

5 - Arquitetura de Produtos

Com a abordagem da arquitetura de produtos, a organização se prepara para visualizar a sua atuação no mercado. Essa arquitetura em especial remete a visão do mercado, da participação de mercado e de todos os envolvimentos na produção dos produtos que a empresa fornece ao mercado.

Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Produtos.

6 - Arquitetura dos Riscos

Com a abordagem da arquitetura dos riscos, a organização se prepara para tratar os riscos inerentes à operação. Em teoria toda atividade tem um risco envolvido. Esses riscos podem ser classificados em: operacionais, financeiros e patrimoniais.

Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Riscos.

 

 

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Última modificação: 30 maio, 2009