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Palestra: /home/arquitetura
empresarial Arquitetura Empresarial Quais são as arquiteturas que compõe a arquitetura empresarial (AE)?
Em uma organização, a soma das partes é sempre maior que o todo. Os componentes do negócio precisam funcionar de forma integrada e sincronizada. Eles interagem entre si permanentemente. O mau funcionamento de qualquer dos componentes, afeta a todos os outros componentes da estrutura produtiva. A arquitetura empresarial precisa ser construída com as visões de processo, tecnologia, aplicações e informações. Alguns modelos de apoio também estarão presentes na organização da empresa.
O que é a arquitetura empresarial? A AE é um grande modelo. Ele documenta e representa todos os comportamentos que fazem uma organização funcionar:
Se fossemos sintetizar em uma única frase, a AE é: O quem, o quê, porque, onde, quando e como de um empreendimento de negócio, em todos os níveis, desde os objetivos corporativos de alto nível, até o código de programas de mais baixo nível, que suportam os processos de negócios usados para atingir aqueles objetivos. As recentes tecnologias tornaram possível e viabilizaram os benefícios da arquitetura empresarial. A crescente preocupação com os riscos e toda uma nova legislação, tem forçado as empresas a implementá-la. A arquitetura empresarial tem sido vista como um ativo para as organizações e como viabilizador chave para conseguir o alinhamento entre os negócios e a Tecnologia da Informação.
Principais obstáculos para a Arquitetura Empresarial A necessidade da arquitetura empresarial existe a longo tempo mas haviam diversos obstáculos para sua execução. As empresas acabam percebendo que, com o exercício da modelagem, dos refinamentos e da melhoria contínua, que se torna uma atividade comum dentro dos departamentos, as contribuições aumentam e os modelos de AE ficam bem sofisticados e de grande utilidade. É uma espécie de BI voltado para quem trabalha organizando as estruturas produtivas. A empresa precisa decidir a enfrentar os seguintes obstáculos iniciais:
Viabilizadores da Arquitetura Empresarial Mais recentemente novas tecnologias tem surgido para viabilizar a montagem da Arquitetura Empresarial. Intranets corporativas e a própria internet oferecem um meio para a disseminação de informações para todos em uma organização. Uma nova geração de ferramentas para modelagem da AE nos capacitam a:
Como seria o modelo da arquitetura empresarial? Depois de montado o modelo, a visão espacial da arquitetura empresarial é a seguinte:
Os modelos estarão relacionados entre si. Pode-se navegar entre as arquiteturas. De qualquer componente de uma arquitetura relacionada no modelo, pode-se chegar a outro componente entendendo o relacionamento, a interdependência e os impactos existente em toda aquela cadeia de componentes. Um modelo de AE bem desenhado e implementado responde a perguntas do tipo:
Quais são os caminhos para iniciar um projeto de AE? A AE pode começar pequena com um trabalho focado em um ambiente e a construção da arquitetura de TI do ambiente. Modela-se a infra-estrutura, as funcionalidades dos sistemas e as estruturas de dados que são trabalhadas no ambiente estudado, pelos processos de negócios. O modelo mostra toda a infra-estrutura sistêmica das atividades de negócio. E o projeto pode ir crescendo conforme o fôlego, o interesse ou o orçamento da empresa. O gestor da área de arquitetura precisa saber com clareza quais os objetivos a serem alcançados. Precisa visualizar como o projeto vai crescer e se preparar para esse crescimento. Existem diversas metodologias conhecidas para orientar a construção da Arquitetura Empresarial chamadas Architecture Frameworks. O que é um Architecture Framework?
Qual o valor de um Architecture Framework?
Quais são os architecture frameworks mais utilizados no mercado?
Quais são os benefícios de um projeto de Arquitetura Empresarial? Existem três razões básicas para que a Arquitetura Empresarial seja considerada importante e faça diferença no contexto corporativo:
Relação dos benefícios da arquitetura empresarial em geral:
Missão de uma área de arquitetura Dar visibilidade aos recursos corporativos com uma abordagem holística. O papel do arquiteto nem sempre é o de definir os componentes da arquitetura. Ele tem que compreender os objetivos de negócio da empresa e orquestrar os recursos de forma a atender aos interesses das diversas áreas usuárias daquela arquitetura.
É um trabalho que exige além de conhecimento técnico, um talento
diplomático. Essas arquiteturas existem em todas as organizações. São parte
do negócio. A diferença é que depois de modeladas as camadas arquitetônicas,
aparecem os gaps e os excessos que precisam ser tratados. Esse tratamento é
que pode não agradar aos clientes tradicionais dos recursos. Ferramentas para implementação da Arquitetura Empresarial As ferramentas são tão importantes quanto a metodologia. Muitas empresas procuram definir a metodologia e fazer todo o planejamento antes de definir a ferramenta. Muitos fatores influenciam a escolha da ferramenta e como são arquiteturas diferentes, pode ocorrer de quando a empresa iniciar o desenvolvimento de um projeto de Arquitetura Empresarial, algumas arquiteturas já estarem resolvidas. Não é raro a TI tomar a iniciativa desse projeto e deparar com um acervo de modelos de processos de negócios bem definido, na área de processos ou até dentro da própria TI, a área de produção ter seu cadastro de aplicações e a área de infra-estrutura ter os seus inventários de software e hardware. Esses cadastros e inventários provavelmente foram desenvolvidos com objetivos diferentes da montagem da AE e terão que sofrer ajustes para que se tornem compatíveis entre si. O que pode ser feito é a construção de um repositório independente para AE, cujas informações oriundas desses cadastros e inventários que já existem e tem suas finalidades administrativas, sejam complementadas para uso do sistema de AE. Dois cuidados são necessários:
Um projeto de AE mais completo também precisa considerar informações de gestão de projetos da TI (geradas pelo MS Project, Primavera, etc.) como parte desse acervo do repositório. Essas informações de projeto complementam o repositório com respostas que permitem saber se existem projetos previstos ou em andamento, que venham a afetar aplicações, servidores, redes e seus patamares de capacidade, em um futuro breve, evitando conflitos de iniciativas e a própria integração da demanda dos projetos da TI. Aprofundamento nas arquiteturas, principais tecnologias e outras informações O projeto de elaboração da Arquitetura Empresarial tem como premissa entender os domínios das diversas arquiteturas, suas características, suas dinâmicas e seus papéis na geração de valor. Cada arquitetura tem a sua característica e suas especificidades.
Com a abordagem da arquitetura de negócios, composta pelos modelos de processos de negócios, a organização se prepara para entender o seu próprio funcionamento. Visualizar os seus procedimentos e sua maneira de fazer as coisas. Conhecer quem realmente executa que processos da sua cadeia produtiva. Os modelos precisam refletir o que as pessoas fazem e os recursos que são utilizados. A arquitetura de negócios é o resultado das estratégias de negócios, processos e requerimentos funcionais definidos. Ela é a base para identificar os requerimentos que vão determinar as funcionalidades dos sistemas de informação. Com a possibilidade de visualização das atividades de negócios em um modelo estruturado e padronizado, pode-se entender que informações entram e que informações saem durante a execução de uma atividade. Pode-se entender ainda de que forma essas informações são tratadas tanto dentro dos sistemas internos, quanto junto aos clientes e fornecedores fora do domínio da empresa. Essa visão permite que se especifique ainda, que função e que perfil de colaborador, vai executar cada tarefa considerando um tratamento específico das informações envolvidas. Com essas informações, pode-se identificar os riscos inerentes a cada atividade e documentá-los com riqueza de detalhes. A arquitetura de negócios possui inúmeros desdobramentos. As arquiteturas de negócios tipicamente incluem:
A arquitetura de negócios é a conexão formal entre a estratégia e os resultados da empresa. Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Negócios.
Com a abordagem da arquitetura de aplicações, as equipes que trabalham com sistemas e aplicativos, sejam técnicas ou usuárias, visualizam e entendem as características, as funcionalidades e os diversos sistemas, subsistemas e serviços que são utilizados para suportar os processos de negócio. Tradicionalmente essa documentação se mantém dentro do âmbito da TI. A cada reunião com o pessoal de negócios, ela é utilizada para os levantamentos, análise de impacto, planos de melhorias, mudanças e indicadores. Muitas dessas informações que são geradas em tempo de projeto, quando o sistemas está sendo desenvolvido ou o aplicativo está em fase de customização, são perdidas porque elas não se transformam em acervo. Permanecem em softwares de apoio como planilhas Excel, Visio ou PowerPoint, ficam desatualizadas com o tempo e se perdem. A cada necessidade de ajuste ou implementação de novas funcionalidades, os processos de negócio são levantados novamente e documentados vão ser utilizados pontualmente e vão se perder novamente. Nas empresas tradicionais, esses levantamentos de processos representam um custo marginal muito grande dos projetos de melhoria. Pode-se considerar sem risco de erro que de 35 a 40 por cento dos custos de projeto são com os levantamentos e análise dessas informações detalhadas e que vão se perder brevemente. Somente esses custos, se contabilizados durante dois anos, pagam o projeto de BPM com margem de folga. A arquitetura de aplicações organizada vai chegar até o usuário de negócios para apoiá-lo nos estudos de melhoria. Com uma linguagem padronizada e conhecida, os analistas de negócios podem ficar mais autônomos para resolver diversas tarefas internas, sem a dependência da TI. Ele vai chegar mais preparado nas reuniões de projeto, e vai melhorar o nível, a produtividade e a objetividade das discussões com a equipe de TI. Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Aplicações.
Com a abordagem da arquitetura de informações, a organização se prepara para otimizar os esforços de desenvolvimento, evitar redundâncias e cumprir legislação. Essa arquitetura é importante para o entendimento da necessidade de automação e da adoção de serviços e mecanismos que vão dar mais agilidade ao processo produtivo. Entendendo como as pessoas recebem, tratam, transformam, guardam e enviam informações, pode-se definir uma série de regras de negócios e pode-se identificar os gaps de automação que a operação enfrenta. Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Informações.
Com a abordagem da arquitetura de tecnologia, a organização se capacita para administrar os recursos tecnológicos. Esse modelo tem diversas visões. Tem a visão dos ambientes e plantaformas, tem a visão do parque de servidores, tem a visão das redes e recursos de impressão, e tem a missão de criar padrões e projetos para alcança-los. Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Tecnologia.
Com a abordagem da arquitetura de produtos, a organização se prepara para visualizar a sua atuação no mercado. Essa arquitetura em especial remete a visão do mercado, da participação de mercado e de todos os envolvimentos na produção dos produtos que a empresa fornece ao mercado. Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Produtos.
Com a abordagem da arquitetura dos riscos, a organização se prepara para tratar os riscos inerentes à operação. Em teoria toda atividade tem um risco envolvido. Esses riscos podem ser classificados em: operacionais, financeiros e patrimoniais. Veja mais detalhes e informações sobre a Arquitetura de Riscos.
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